plantão

relato do repórter (eu):

O acidente aconteceu por volta das 10h30 de hoje (23/05). Uma funcionária da CET, disse que um caminhão de coleta de lixo da Intranscol perdeu o controle dos freios e acertou cinco carros que estavam estacionados na rua, além de colidir com outro veículo que estava passando na avenida. O caminhão acabou atingindo um poste pois não havia como parar.

Felizmente não houve vítimas fatais.
Homens da Eletropaulo trabalharam para a derrubada do poste e fios de alta tensão ficaram na pista.
A CET desviou o trânsito durante o dia inteiro.

Tive de retornar ao trabalho para pegar a máquina fotográfica, mas quando voltei, devido à demora por causa do trânsito, os carros capotados já haviam sido retirados da pista.


 

nos EUA... agora no Brasil? Porque todo mundo tem o seu pecado...

a seguir...

estas?

ou estas?

 a cultura do seriado...

crônica!?

foto: 'L'Osservatore Romano'/EFE

O papa Bento 16 no balcão central da basílica de São Pedro, no Vaticano, de onde leu sua mensagem de Páscoa

 

Bento 16, a missão

Daqui a um mês São Paulo recebe a visita do pontífice Bento 16. Ele fará um grande missa no Campo de Marte no dia 11, mas antes, no dia 10, ele se reunirá com jovens no estádio do Pacaembu.

Há algumas semanas recebemos a visita de George W. Bush, presidente dos Estados Unidos e vimos a população se revoltar pelos cantos do Brasil, mas acho que não preciso relembrar o leitor das cenas de policiais e civis se enfrentando até porque talvez eles (os manifestantes) nem saibam o verdadeiro motivo. Menciono Bush somente para que se lembrem do esquema de segurança que mobilizou São Paulo... O do Papara deverá ser ‘parecido’.

O que anda me intrigando mesmo é o gasto que São Paulo tem com o ‘charmoso’ papa. O gasto é desconhecido. E já anda gerando polêmicas. É que já sabido que o governo e a prefeitura não podem custear esses gastos porque a Constituição proíbe que o Estado subvencione cultos religiosos. E tem gente dizendo que Bento 16 é também (além de papa, olha só) chefe do Estado do Vaticano, ou seja, ele deve ter direito a um ‘tratamento especial’.

Veja só, não estou negando tratamento especial nem segurança ao líder máximo dos católicos... só não quero que meu dinheiro seja usado para construir palco no Campo de Marte ou sei lá mais com o que... ele não vem como líder de Estado, vem como papa, com seu mandato divino. Falta um ‘bom-senso’ nessa história toda. O papa faz jus a essas facilidades em razão de sua condição? Hum... não sei. Tenho dúvidas. Mas não vou confessá-las. Só acho bem estranho alguém criticar a ‘evolução’ da mulher durante as últimas décadas, dizendo que elas se esquecem de que o verdadeiro papel delas é cuidar de casa... eu hein!

Pena de morte? ( ) S ( ) N

Recentemente tivemos um trabalho para fazer na disciplina de Edição com o prof. Marcelo. O trabalho consistia em enscrever 2 editoriais para a disciplina com o seguinte tema: pena de morte. Sim e Não. É como se fossemos escrever um artigo ou crônica para a página A3 da Folha de S. Paulo, Tendências | Debates.

O fato é que este tipo de atividade enriquesse nossa prática. Acredito que alguns alunos (como eu) que ainda não tinham uma opinião formada sobre esse assunto, por meio dessa atividade, a formou. Então, por esse motivo, decidi (mesmo que sem correção do professor) postar. Aí segue.

 

Pena de morte: um caso para se pensar

Mesmo que houvesse – na prática – uma punição para qualquer tipo de crime, seja ele de que grau for, o artigo 3º da Declaração Universal dos Direitos Humanos diz que todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal, mas ainda, complemento com trecho do 2º: "...sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social...", a vida tem de ser preservada em qualquer ocasião. Não se pode justificar um crime com outro. Também não se trata de incluir inocentes e cidadãos de bem na psicologia perturbadora de criminosos e assassinos, fosse assim, este não seria um bom argumento de defesa à vida e não o contra à pena de morte. O fim da discriminação e do ódio, da barbárie e da frieza é que se pode pretender e não o direito de julgar alguém e condená-lo à morte. O ser humano (neste caso, o brasileiro) têm muitas necessidades e carece delas durante toda sua vida porque governantes afirmam que não têm condições de dar vida digna ao povo, o orçamento nunca é suficiente. Ora, se não há condições de ‘assegurar’ este povo, pressupõe-se que também não haja condições de julgar pessoas pelo desespero de ter cometido um crime. Os EUA foram a primeira nação a se utilizar da pena de morte em casos extremos, mas é prudente lembrar que durante esses longos anos, o país norte-americano se equivocou em alguns casos quando decidiu aplicar a pena.

No mais, para finalizar, vale lembrar a frase do mito cantante Bob Dylan – embora ele se negasse sempre à denominação de cantor de protesto – para que nos deixe refletir: "Quantas mortes ainda serão necessárias para que se saiba que já se matou demais?"

 

Dados espantam brasileiros. Onde fica a justiça?

Como justificar o grau de punição pra um criminoso? Ao certo não sabemos, dizem que a pena de morte é um ato de justiça, da Justiça. Vivemos numa cidade (São Paulo) com uma proporção de mortes de 58 por 100 mil habitantes, temos no Brasil, segundo a OEI (Organização dos Estados Ibero-Americanos) 11,1 assassinatos para cada 100 mil habitantes no Estado de Santa Catarina. No mês de maio de 2005 o Brasil foi apontado em 2º lugar no ranking de mortes por armas de fogo e, segundo a UNESCO (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) 35 % dos estudantes brasileiros já viram armas nas escolas. Os dados de mortalidade não incluem mortes causadas por guerra (ou guerrilha), nem por suicídio.

Levanto estes dados para que o leitor possa refletir sobre o risco que corremos numa simples caminhada, e na pior das hipóteses podemos nos recordar das tentativas (bem sucedidas ou não) de fuga de presídios que é quase comum no Brasil. Sem mencionar o resgate de presos. Enquanto não é tomada uma decisão (ou medida eficaz) que acabe de fato com todas essas estatísticas – que estão longe de ser somente estatísticas –, nós, ficaremos indefinidamente à margem da criminalidade.

Só peço que não se esqueçam de um direito muito importante, que vale para cidadãos honestos, trabalhadores, que vivem de dois a quatro dias por vez e que precisam chegar em casa às vezes com a insuficiência no bolso e que mesmo assim, está condenado a provavelmente não voltar para casa: "Todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal" artigo 3º da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Agora, o que não dá para aceitar é que violadores desses direitos, saiam tranqüilamente impunes. Repensemos.

... a foto, só.

VANIA TOLEDO

Ao passo em que o lema da humanidade é ver o mundo colorido – e o que diga às pessoas adeptas de Viva a Diversidade –, Vania Toledo prefere ver o mundo em preto e branco. Fotógrafa há quase trinta anos, Vania fez trabalhos memoráveis para a história da cultura brasileira. No começo de sua carreira fotografou o teatro, em seus vários ângulos de palco e registrou com suas lentes o marco de "O Balcão" e "Time And Life Of Bobo Clark" do teatrólogo Bob Wilson. Fotografou, ou melhor, imortalizou cenas de Raul Cortez em "Ah! América", Regina Duarte, Irene Ravache, Cleyde Yaconis, Marília Pêra entre outros nomes do teatro brasileiro.

Além do teatro, Vania fotografou a nudez do homem de uma forma poética, nem erótica, nem apelativa, nem sexual e menos ainda exploradora. Fotografou a expressão do homem. O ensaio pode ser visto em seu livro chamado "Homens - Ensaio".

Mas não foram somente as formas rudes em pêlo do homem que passaram pelas suas lentes, a mulher também foi ‘clickada’ em "Personagens Femininos", uma grande homenagem ás mulheres... Vania fotografou o Pantanal num projeto que durou 9 meses e o resultado vocês conferem num livro de mesmo nome. Vania possui infinitos trabalhos. É uma mulher muito simpática e apaixonada pela fotografia em preto e branco.

++ Na relação ao lado, há um link para a página oficial da fotógrafa.

NEY por Vania Toledo

por mim mesmo...

Renascer. Ou não.

No ônibus, tarde de domingo. Dois amigos se encontram depois de alguns anos.

- Matilde!

- Carlos!!!

- Nossa, tá diferente. Quanto tempo, né?

- Né?

- Então, e aí? Conta... e os filhos?

- Estão lindos. O mais velho tá pra entrar na faculdade, o do meio tá no primeiro ano do colegial... e suas meninas?

- Também estão lindas. A Bia tá com cinco anos e a Carol com dezesseis...

- Nossa!!! E a Joana?

- Tá bem. Tá ótima. E o Beto?

- Também tá bem. Tá lá né? Na mesma... desempregado... coitado!

- Sei como é isso, passei nove meses desempregado, mas graças a Deus eu consegui.

- É... eu tenho ido muito na igreja, né? O pastor tá dando uma força, vai dar tudo certo em nome de Jesus.

- É, tomara que dê certo.

- E vocês, freqüentam a igreja?

- É... naquelas né? Como sempre... um batizado, um casamento, uma boda... sabe né?

- Não, não sei não. Você não renasceu?

- Como é?

- Você não nasceu de novo? Do nome de Jesus?

- Não sei... acho que não...

- Como não? Você precisa ir na igreja, renascer, orar, louvar.

- É, mas eu acho que não, a gente vai levando sabe? Lá em casa todos nós somos bem espiritualistas, mas não seguimos nenhuma doutrina...

- Como não? Isso não adianta nada! Tem que colocar em prática! Tem que louvar... Jesus gosta! Vou mandar um convite amanhã pra vocês irem na fogueira santa que vai ter amanhã. É maravilhoso. Tem que renascer.

- Ah sim... seguramente. Mas, não. Obrigado! Está tudo bem.

- Não está não. Eu estou vendo nos olhos. Ouço Jesus falando ‘Converte, converte!’ você precisa disso.

- Mas é Jesus que fala com você?

- É. Lógico. Em nome dele mesmo. Tá amarrado! Tá amarrado em nome de Jesus...

- Peraí Matilde, quem tá amarrado?

- Você. Tá amarrado!

- Não, não tô não. Não mesmo. Não vem com essa pra cima de mim. E nem quero renascer...

- É por isso que ninguém consegue nada... ninguém vai pra igreja, orar, louvar em nome do Senhor...

- Seu marido conseguiu?

- O quê?

- Alguma coisa... um emprego!

- Não, mas tá guardado. Em nome de Jesus...

- Ah tá! Pra ele tá guardado e pra mim tá amarrado... sai fora hein Matilde, menos né?

- Ah. Carlos, você não mudou nada.

- Pois é. E você mudou muito.

- Claro que mudei. Eu renasci Dele. Você não.

- Ah tá bom. Manda um abraço pra todos. Tchau.

E Carlos desce num ponto ainda longe do que queria descer.

E Matilde continua sozinha:

- Tá vendo só. Ninguém renasce! Não adianta!

Pois é. Ninguém renasce.

já já a próxima atração

a seguir...

mas vem cá: quem foi que tirou essa foto hein!?

enquanto isso, no overblog...

Galera, olhem isso, saiu no 'Overblog' o texto é de Erly Vieira Jr., ele vive em Vitória, ES, é escritor, curta-metragista e professor universitário, leiam o trecho, depois leiam na íntegra lá no site...

Cultura põe a mesa

Divulgação

"Para o pessoal do Forninho, uma sacola de papel é muito mais que uma sacola de papel. É um meio de comunicação, uma forma de saciar não apenas a fome física (afinal, é a embalagem do pãozinho que se compra na padaria), mas também a “fome” de informação.

O jornal Forninho é impresso em sacos de papel, que circula em padarias da Grande Vitória, substituindo os tradicionais “sacos de pão”. Com distribuição gratuita, atendendo 120 padarias da região, o Forninho chegou à 26ª edição no final de 2006, trazendo informações de utilidade pública, saúde, educação e cidadania (na “capa” do jornal) e matérias voltadas ao turismo, cultura, entidades sociais e projetos do poder público e privado de interesse geral (na “contracapa”, ou seja, no verso da sacola). Artistas locais, programas de rádio, sites, livros, cds, filmes, espetáculos teatrais, shows musicais e exposições de artes visuais são assuntos constantes no periódico, que destaca ainda as manifestações tradicionais da cultura popular (artesanato, folguedos e festividades)."

Leia mais! Continue... clica aí ->  http://www.overmundo.com.br

AGORA: ANSELMO DUARTE

"Anselmo dirigiu O Pagador de Promessas, único filme brasileiro a atingir a Palma de Ouro no Festival de Cannes."

Senhoras e senhores, com vocês: Anselmo Duarte!

Quando vi Anselmo Duarte pela primeira vez (pessoalmente), logo percebi que aquele momento seria único pra mim. Ter a sorte de vê-lo em uma homenagem (a sua) ao velho cinema brasileiro nos dias de hoje, é raro, e por isso penso, único.

Hoje, Anselmo está com 86 anos de idade e quase 60 de carreira. Ele começou em Salto-SP, cidade onde nasceu, e simplesmente lavava a tela do único cinema que havia na cidade. Naquele tempo, o filme era projetado de trás pra frente e por isso exigia-se essa profissão, para que a tela não ficasse muito quente a ponto de incendiar-se.

Com grande talento, o galã participou numa ponta do filme "It’s all true" de Orson Wells, que na ocasião filmava aqui no Brasil, mas infelizmente o filme não foi concluído. Em seguida foi convidado para fazer outros filmes, e sua beleza (como vcs podem confirmar na foto postada anteriormente) tomou conta das telas do cinema nacional... Em 57 quando atuou em "Arara Vermelha", fez o 1º making-off brasileiro, ou seja, ele filmou atrás das filmagens, os bastidores, os ensaios, enfim... tomou gosto e dirigiu seu 1º filme, o "Absolutamente Certo", com uma história muito maluca, e nesse filme participou também Tônia Carrero que era referência de beleza feminina no cinema brasileiro.

Logo após, dirigiu O Pagador de Promessas, único filme brasileiro a atingir o prêmio máximo do cinema mundial: a Palma de Ouro no Festival de Cannes. Naquele ano, O Pagador foi o filme mais premiado no mundo e obteve indicação ao Oscar.

Anselmo fez tantas outras coisas, como (ainda diretor) Veredas da Salvação, e atuou em mais de 20 filmes. Foi duramente criticado e injustiçado pela mídia e pelo cinema novo (o de Glauber). Há ainda quem tente minimizar a importância da Palma de Ouro que o cineasta recebeu por sua inesquecível obra.

A carreira do cineasta deu certo porque ele amava o que fazia, e fazia com qualidade e respeito àqueles que o assistiriam depois. Ensinou à todos os que queriam aprender o que é ter amor pelo que faz e respeito pelo próximo.

Sem dúvidas ele merece todas as palmas de cinema que não recebeu por não ter trabalho após o cinema novo. Ainda é um homem que merece todo respeito, não só porque atingiu o prêmio em Cannes, ou porque dirigiu O Pagador, mas principalmente por ser um ser humano singular.

À Anselmo Duarte, meus mais sinceros votos de felicidade...

Obrigado Anselmo, por fazer do velho cinema brasileiro, uma referência mundial.

 ***

A prática jornalística

Na segunda semana de janeiro, Atibaia estava na mira do cinema. Acontecia naquela semana o II Festival Internacional do Audiovisual. A cidade literalmente parou para receber os curtas mais premiados de 2006 para uma mostra competitiva sem igual. Curtas alemães, franceses e africanos também foram exibidos e artistas do mundo inteiro – de músico à grafiteiro – vieram ao Festival para uma intervenção cultural de primeira classe. O Festival homenageou Anselmo Duarte por seu meio século de cinema e eu estava lá para conseguir uma exclusiva com ele. Acompanhem o sofrimento:

segunda-feira (08/01) 20hs -> Abertura oficial do Festival com a solenidade à Anselmo Duarte. Ele recebe uma placa-homenagem agradece aos presentes e se despede. Sai pela direita do palco e eu atropelo todo mundo da platéia em busca do velho e dinâmico Anselmo. Ele está concedendo uma entrevista à um jornalista... depois à outro, depois mais uma... sugiro uma "fila de imprensa" para que possamos entrevistá-lo... enfim... todos vcs sabem que brasileiro adora uma fila... até que enfim, eu sou o próximo! Depois de 20 minutos de espera (acho que a jornalista estava querendo colher dados para um livro – não era possível) não há outra alternativa, começo a fazer cara feia pra ela, só pra ela se mancava... e ela nem aí. Depois de mais 15 minutos o empresário dele (e filho também) encerra as entrevistas e eu fico com cara de ‘feliz’, porque não consegui minha primeira exclusiva mas dois minutos depois estava comendo canapés e tomando um bom vinho seco.

terça-feira (09/01) 10 hs -> Soube que Anselmo deixaria Atibaia. O desespero tomou conta de mim. Colei no assessor de imprensa e não desgrudei enquanto ele não me prometeu que haveria uma exclusiva. A coletiva de imprensa começaria às 11hs e ao meio-dia estava eu lá, do lado do homem. Como haviam seis outros veículos para exclusiva tive que fazer perguntas que ele não havia respondido na coletiva. Obtive algumas respostas legais e fiquei extremamente feliz por ter conseguido (em minha primeira coletiva) uma entrevista tão interessante com aquele que foi o maior galã que o cinema brasileiro já teve.

a seguir...

vocês conhecem este homem?

é só o começo

Salve galera do 7º

Bem-vindos ao meu Blog, criei este há pouco. Aqui o tema é um só: CULTURA, porém, em suas várias vertentes... enfim, acho que irão gostar disso aqui. Espero que tenham sorte configurar o de vocês.

Um grande abraço à todos.

teste
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